A destruição das Fadas

A destruição das Fadas

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A destruição das Fadas

                                             Drika Yar

Qual a graça de um conto de fadas que não tem fada?
E, como se isso não fosse nada,
Não cabe na mão a quantidade de personagens afanadas
Por contadores de estória de meia pataca.

Porque objetos encantados dançam sobre a mesa da Fera?
Cadê as irmãs egoístas da Bela?
A estória original era tão bela
Justamente por ser tão singela.

E o que dizer de Felipe, o príncipe sem nome,
Que não é santo, pois de beijo tem fome
Mas que tirou a Branca de sua tumba vitrificada?

Volto a perguntar sobre a mesma parada
Cadê as fadas mal faladas
Dos malditos ‘contos de fadas’?

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A Face Sagrada

A Face Sagrada

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A Face Sagrada

Drika Yar

Preocupada,
A mulher não relaxa!
Fica com a língua afiada
E a paciência precisa de graxa.

Cadê a maquiagem, esta coisa sagrada
Que a todos agrada?
Esta beleza
Precisa relaxar na natureza!

Mas a culpa da costela roubada por Eva
Sempre nos leva
À quebrar a promessa da dieta!

Coisas mais simples deviam aproveitar
Se aceitar, se perdoar
Enfim, viver, relaxar.

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Floresta Mágica

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Floresta Mágica

Drika Yar

Magia é mágica
Elétrica
Contagiantemente etérea
Ou seria exotérica?

Na mata calada
Cada elemento tem sua fada
Todas aladas
E pela protetora da floresta abençoadas

Sereias e Nereidas pelas Fadas da Água foram treinadas
As Fadas da Terra entre Gnonos e Duendes disputadas
E as Fadas do Fogo pelas Salamandras atentadas

Ao lado das Fadas do Ar
Elfos e Silfos se movem sob o luar
Sem os pés no chão tocar

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Papel-jornal

Papel higiênico é legal
Sabia que ele substituiu o jornal?
Até na casa paroquial
E no botequim do Herval.

Folha simples ou folha dupla
Todo mundo usa sem culpa
Afinal ele é tão funcional
Que para seu uso não existe desculpa excepcional

Se antes era amarelado
Hoje é embranquecido
E com filigranas decorado

Mas lá em casa, quem é fã dele é o gato
Que leva o rolo pra todo lado
E faz dele, gato-e-sapato.

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Ah! É do Egito!

Brasil guerra não curte não
Talvez seja por isso que o mosquitão
Tenha se mudado pra cá
Sonhando em nosso sangue se banhá(r)

O danado do alado de nome egípcio
Apesar de efêmero
Parece estar sempre no cio
Pica tanto a criança quanto o adultero

Importado da África
O mosquito-zebra de pernoca listrada
Visitou tudo que é canto, inclusive Piracicaba

Já não bastasse sua Flórida chegada
Sua indolor picada é a maior furada
Deixa a gente dengosa numa uma zica danada!

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Frutas da Estação

Minha mãe gosta de ugunzá
Eu adoro cajá
Há, quem no lugar de pão com ovo,
Prefira um melão delicioso

A morena, com ginga no mambo,
Só tem olhos pro jambo
Mas sempre acaba trepada
No pé de jabuticaba.

Azeda é a carambola
Mas seu doce estrelado
Não é melado
Ora bolas!

Doce é a acerola
Mas foi pro suco de graviola
Misturado com granola
Que fizeram canção pra vitrola.

A pitomba,
Quem curte é a pomba!
E a uva?
Melhor não falar da viúva!

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Burgundy

No arco-íris todas as cores são bem-vindas
Exceto por uma que foi banida
Esta cor bandida
É chamada, por alguns, de maravilha

Até seu nome gera controvérsia
Grená parece chamado de gralha velha
Vinho? Só ela estiver enrubescida.
E cereja não lhe faz jus, ela é vermelha-escura acastanhada, caquética

Seu nome é uma incógnita
Que parece não responder a lógica
E, eis que ficamos perdidos em meio a toda essa dialética

Enquanto isso, a triste cor foragida,
Por muitos, esquecida
Permaneci ali, adormecida.

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Engenharia Sexual

por Drika Yar

Não há cunho sexual
Na engenharia ambiental

Enquanto a mecânica convencional
Se diverte com a terminologia pseuso-moral

Tratamentos térmicos e superficiais
Tolerâncias geométricas e dimensionais

Estados Principais de Tensão…
Eixo principal de translação

Peças macho e fêmea tem relacionamento,
O qual, deveria ser sem igual

Mas quando há brochamento
É mal sinal

No ensaio de Fadiga, da superfície de revolução,
A tensão flutua entre tração e compressão

Mas se houver alongamento, há de haver estricção
Aí, se prepare para a desaceleração

Não se esqueça da vibração, com seu perfil senoidal
Ou da extrusão com seu pistão axial

Na fundição, quanto maior a complexidade da fêmea
Mais delicado deve ser o macho, sua alma gêmea

O passo do fuso tão confuso
Quanto os picos e vales do parafuso

Usinagem química é mais adequada para avião,
E o ajuste fino da marreta para canhão

A ancoragem mecânica, apesar de estática dinâmica,
Não é âncora, nem peça mecânica.

Se insatisfeito você tiver com o seu dimensional,
Pode tentar um processo de acabamento não convencional.

Se o motor for digital,
Cuidado com a energização.

É por isso, que se estuda eletrônica e tal,
Considerando-se o estado da relação de ligação.

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Litheratrupe – Força Total!

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Ar do Sertão

Adoro viajar
E visitar cada lugar
Diferente no ar
No sentir e no estar

Queria emoção
E foi então
Que vi a expedição
Para um tal de Jalapão

Um safári pelo sertão afora
Para observar a fauna e a flora
Uma aventura gloriosa

No rio, o caiaque eu virei
Pelas dunas escorreguei
E a Serra da Estrela, pé ante pé, conquistei!

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