Engenharia Sexual

Drika Yar

Não há cunho sexual
Na engenharia ambiental

Enquanto a mecânica convencional
Se diverte com a terminologia pseudomoral

Tratamentos térmicos e superficiais
Tolerâncias geométricas e dimensionais

Estados Principais de Tensão…
Eixo principal de translação.

Peças macho e fêmea têm relacionamento,
O qual deveria ser sem igual!

Mas, quando há brochamento,
É mau sinal!

No ensaio de Fadiga da superfície de revolução,
A tensão flutua entre tração e compressão.

Mas se houver alongamento, há de haver estricção!
Aí, prepare-se para a desaceleração!

Não se esqueça da vibração, com seu perfil senoidal,
Ou da extrusão, com seu pistão axial.

Na fundição, quanto maior a complexidade da fêmea,
Mais delicado deve ser o macho, sua alma gêmea!

O passo do fuso, tão confuso,
Quanto os picos e vales do parafuso.

Usinagem química é mais adequada para avião,
E o ajuste fino da marreta, para canhão!

A ancoragem mecânica, apesar de estática dinâmica,
Não é âncora, nem peça mecânica!

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
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