A Fênix

Nem sempre o destino escuta a razão,
E planos, pelos pais traçados, são despedaçados

Para que o jovem coração não seja rasgado
E um amor enterrado.

Os amados amantes totalmente desprovidos de explicação
Pressionam palma contra palma, mão contra mão,

E frente aos Elementos os jovens refazem as juras eternas de união
E o sangue imaturo derramado pela adaga, ao perfurar as mãos,

Com a seiva da vida a promessa d’antes feita efetivaram,
De que dois comungam de um único coração.

Infelizmente, a vida revezes têm
E a união secreta não confessada a ninguém, os outros veem

Numa noite de lua cheia, uma mente deturpada,
vingativa e incompreendida

Pois através da manipulação se revelará
Numa poção que do cotidiano da vida a ela removerá

De joelhos sobre o gramado onde ela jaz,
Ele soluça cansado e resignado, e uma promessa faz,

Que não descansará jamais
Até que os culpados tenham perdido a paz

Para isso, ele se tornará aquilo que mais repudia
Como uma Fênix que renasce a cada dia

Da chama vivaz
Que a saudade deixou pra trás

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
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