A Alma das Pedras

– Tive um sonho contigo.
Confidenciou-me um amigo
Sua tez adquirira um tom verde-índigo
Que me lembrava perigo.

– Meus olhos perdiam de vista, a grama que a terra cobria.
Uma vista de romance, sofrimento e discórdia,
Mas imersa em agonizante poesia,
Que a melancolia escondia.

– De costas, no alto da falésia,
Um nórdico encarava a grama que cobria
A campa rasa onde sua esposa jazia.

– Ele era eu. – disse-me o amigo meu.
Em transe, percebi como a dor dele me comoveu.
– Só que ela é você, e ele fui eu! – disse-lhe eu.

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
Esse post foi publicado em Poesia, Soneto, Verso. Bookmark o link permanente.

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