A Raposa e as Uvas

A raposa, as uvas, viu
E, vontade de prová-las, sentiu

E eis que na parreira subiu,
Quando ninguém viu.

Primaveras depois, novamente, as uvas viu
Mas como subir não viu

Por que a parreira vil
Em direção ao céu subiu

Alguém assobiou e foi então que notou
Que a lebre, ao seu lado, sentou

A raposa envergonhada,
que as uvas não alcançava,

Disse apressada:
– Estão verdes! Espere sentada!

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
Esse post foi publicado em Poesia, Verso. Bookmark o link permanente.

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