O Furão

Longo e desajeitado
Segue o furão no telhado

Se esgueirando ao lado
Do temido gato malhado

Empurrão, o furão não deu
Mas também não cedeu

Aos apelos que o gato deu
Quando o escorregão do telhado ocorreu

Eis que o furão tinha roubado
a janta do gato, dito malvado,

E o gato irado
Ficou com o pelo todo eriçado

Mas o furão espertalhão de fininho se esquivou
Quando o gato avançou

E o movimento só cessou
Quando no gramado o gato aterrissou

E eis que o furão ainda ficou indignado
Com a reação do felino ultrajado

Quando este retornou ao telhado
E com as garras arrancou, seu focinho pelado.

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
Esse post foi publicado em Poesia, Verso. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s