Rio of Peace, Love and Rock

Cidade do Rock – 18SET15

DSC03991 DSC04054

DSC03982

Mais uma vez me surpreendo com o mundo a minha volta. Ergo os olhos e vejo as torres de som em forma de ondas, ou seriam as curvas senoidais, uma referencias as calcadas em pedras portuguesas tão características da Cidade do Rio de Janeiro.

O sol escaldante está de partida no horizonte com um arco-íris púrpuro a acompanhá-lo. A minha volta, vejo pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo. Todos os idiomas. Todas as idades. Os mais variados e belos tons de pele que existem.

Em comum? No peito um coração cheio de expectativa e um sorriso no rosto. Rostos estes grudados no palco. Em sua imensidão, a cidade em forma de guitarra os saúda.

O adolescente cadeirante contrasta com a senhora da melhor idade que está sentada a apenas alguns metros a sua esquerda. Um sonho em comum os une. A música.
Ao fundo, violinos se contorcem em frenesi ritmando a música irlandesa enquanto a bateria do Olodum contagia os capoeiristas.

DSC04043Não existe estilo ou moda aqui. Tudo é valido. Tudo é lindo. Cada um curtindo o que gosta e admirando os estilos alheios. Camisetas pretas, brancas, cabelos coloridos, tatuagens e piercings. As estampas de rock dividem espaço com super-heróis, os Simpsons ou Rebeldes Imperiais perseguidos pelo Darth Vader. No gramado, até o Mickey risonho tem vez.

O chafariz que emana do letreiro vermelho gera uma névoa que afaga o rosto judiado pelo sol. Ao seu lado, as bandeiras tremulam orgulhosas. A bandeira branca com a cruz vermelha ao lado da bandeira alvi-cerúlea com o arco-íris e a cruz.

As décadas se manifestam na fitinha amarrada em estilo hippie, na camisa xadrez presa na cintura, no tênis de basquete de cano baixo surrado.

DSC03996 DSC04000

Na cabeça, um sonho une todos, agora, de pé sobre a grama artificial. Olhos vidrados no gigantesco palco, aonde em instantes nossos heróis draconianos irão se apresentar. Mas eles sabem que somos o dragão que os desafia a fazerem o seu melhor.

DSC04085Fogos antecipam o início do espetáculo. As explosões no céu retum-bam com uma sequencia conhecida substituindo a bateria na marcação do compasso.

É hora do show… O maior show de música do mundo.

E o Rio, já não é mais de janeiro, mas de setembro… de Rock, e de todos.

Um Rio de Paz, Amor, Esperança e de Música.

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
Esse post foi publicado em Crônica. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s