A inveja é uma….

Por Adrianna Ribeiro

Ouço desde pequena a mesma ladainha. A inveja é isso. A inveja é aquilo. E me pergunto o que a danada da inveja fez para irritar tanta gente.

Meu velho sempre dizia que devíamos nos preocupar com o nosso… bem, com a nossa vida, e não com a do outro. Mas agora, ao chegar à idade adulta questiono se nossa sociedade não é hipócrita em suas ações.

Sabe, você vê uma pessoa sendo assaltada na rua e logo pensa, “Desde que não seja comigo, tudo bem, né!”

Nos países desenvolvidos não tem essa de se tirar direitos dos cidadãos. Muito menos de se aumentar o preço de tudo no supermercado sem que a população se erga e lute pela manutenção de seus direitos e por condições dignas. Sei que somos um po-vo diferente dos norte-americanos, ingleses e franceses. Somos mais alegres, extrovertidos, e muito, mas muito, mais acomodados que eles.

Isso aí! Acomodados! Não brigamos pelo pelos nossos nem pelo que foi tirado de nós.
Ao contrário, só de raiva, exigimos que todos também sejam prejudicados. Afinal, vai dizer que você não pensa, “Por que só eu tenho que tomar na cabeça?”

Você acha que não? Vejamos…

No regime CLT, aposentadoria no Brasil era integral para aqueles que ganhavam até 20 salários mínimos. Não tinha essa coisa de ajustar nada. Não tinha tabela de corre-ção por tempo de serviço, não tinha que ficar somando anos de trabalho e de idade. Não tinha que pagar por um salário e receber por salário de referência (que é quase a metade do outro).
Tudo era mais prático. Recolheu imposto por 30 anos, acabou! Aposentou. Aí veio alguém e mudou as regras para aposentadoria.

E ao invés de todos brigarem pela manutenção de seus direitos para que eles, seus filhos e netos pudessem usufruir de uma vida justa após 30 anos de trabalho, o povo se revoltou e exigiu que o regime previdenciário dos servidores públicos também sofresse uma reforma.

Ou seja, todo mundo perdeu! Ao invés de brigar para que a sua grama fosse verde, foram lá e estragaram a do vizinho. Caramba! Agora ninguém tem quintal florido!

Não teria sido mais interessante unir as classes em prol da manutenção dos direitos? Sabe, tocar na porta do vizinho e pedir para lhe ajudar.

Parece tão fácil mas dá trabalho. E quando dá trabalho, logo, logo, o povo desiste, mostrando que só persevera se for para ferrar os irmãos.

Perguntar aonde foi aplicado o recurso da previdência social ninguém quer. Cadê as contribuições de INSS e do PSS arrecadadas desde a década de 40?

Já que é assim, não seria justo que a regra dos 30 anos também valesse para os políticos?

Injusto é a gente ter que trabalhar mais de 40 anos para aposentar, e o político se aposentar após 8 anos no cargo e e com salário integral!

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
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