Crônica: “Tadinha da Alface!”

Por Adrianna Ribeiro

É senso comum, ou pelo menos devia ser, que o ser humano é um animal racional. Até ai, concordamos! Ok? Mas, até que ponto nos dei-xamos levar por modismos cosmopolitas, e de fato, raciocinamos sobre aqui a nossa volta?

A Era de Aquarius chegou, e com ela vivenciamos uma era “gera-ção natureza”. Nos últimos anos, as pessoas passaram a cuida mais de seus corpos, repensaram seus hábitos alimentares e passam, até, a ver o cigarro como um malefício. Ah, já ia me esquecendo, também passaram a preservar mais a natureza. Será?

Aprendi ao longo dos anos de trabalho na área de exatas que, não se há argumentos contra “fatos e dados”. Por mais que a peneira seja grande, não há como impedir que o sol ilumine os fatos. E mesmo assim hipocrisia continua lá. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Certo?
Acho que não é bem assim, mermão!
Mas como dizer isso aos jovens? Como explicar que se comprou ga-to por lebre? Ou melhor salvou o frango em detrimento do sacrifício do alface? Pois é… Eu me meto em cada um! Hahahahaha!

Vejo os jovens desta geração, que não está mais do alfabeto (não é X, não é Y, nem tampouco Z! O que sobrou então? Números Gregos?), discutindo vividamente e ardentemente sobre os direitos dos animais – uma Geração Pós-GREENPEACE – que nem come atum por medo de que golfinhos e baleias sejam capturados por acidente, e mortos, durante a pesca do primeiro. Outros por outro lado, são mais radicais e por res-peito aos bichinhos, simplesmente, se abstêm do consumo de qualquer tipo de carne animal. Matar um ser vivo? Jamais! Mas, e a alface? “Ela não tem alma!” – Justificariam alguns.
Beleza! Isso tudo é muito bonito… na teoria. Contudo, se formos le-var este “dogma” de não matar nenhum ser vivo à ferro-e-fogo, os vege-tarianos (e os veganos) teriam que se chamar luzirianos (ou luzanos).

Você está rindo, né? Mas, é sério!

Ué? Por quê?

Por que eles teriam de se alimentar de luz (e não de vegetais), ora, bolas!
Pense comigo. A justificativa para não comer carne é de que não concordam em matar bichinhos pois estes são seres vivos, certo? Toda-via, vivos estamos todos nós: homens, animais, plantas e até as pedras (também chamadas de cristais).

Já tinha parado pra pensar nisso? Não, mas não acredita. Ok. Isso é com você!
Filósofos e cientistas afirma que todo ser vivo tem alma, e, por con-seguinte, aura. Alma não tem como medir… a gente no máximo sente? Ou será que o que a gente sente é a energia da alma, a qual chamamos aura? A verdade é que já é possível se medir a amplitude da aura com instrumentos de radiestesia. E olha que curioso, plantas e de cristais também tem aura… Ou seja, estão vivos. Agora, ferrou! Só sobrou a luz como fonte de alimento…

Pois é, ‘fatos e dados’, lembra?

Vou saindo de mansinho, mas deixo uma pergunta para reflexão. Comer a vaquinha não pode, mas a alface pode?

Tadinha da Alface!

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
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Uma resposta para Crônica: “Tadinha da Alface!”

  1. Juliana disse:

    Adorei a crônica,muito boa.

    Curtido por 1 pessoa

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