“Crônica: Forma e Criatura”

Por Adrianna Ribeiro

Poesia é fluida, suave, lúdica
Prosa é conto, detalhe, elíptica
Mas, e a crônica?
Desafiadora? Sarcástica? Talvez… crítica?

A primeira tem toda uma rítmica,
Balanceadamente acústica.
A segunda carrega uma teia de intrigas, ideologias, e tem toda uma po-lítica,
E a terceira? Qual sua ótica?

Tenaz? Pontual? Sagaz?
Ou uma visão imparcialmente eficaz em sua prática?
Mas o que é a crítica, senão a visão do crítico de uma sociedade atípica?

Atípica no ser, no ter, e no estar
Hipócrita nas leis, na tez
Mas crônica que é crônica, só é crônica, se for insana em sua lucidez.

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
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