Crônica: “Debate ou Discussão?”

Por Adrianna Ribeiro

Futebol, Política e Religião.

Tópicos sagrados que não se discute. E quando se é burro bastante para fazê-lo, sempre acaba se metendo numa furada, ou numa briga (nem que seja verbal).

Mas nos últimos anos tenho observado que as pessoas defendem cada vez mais ideologias – ou seriam apenas meras idéias – passionalmente, sem se dar conta daquilo que estão ‘vendendo’.

Quase todo final de semana, bate alguém a minha porta e me pede que eu lhe conceda alguns minutos do meu tempo para que ele (ou ela) me fale de seu Deus.

Não sabia que Deus estava a venda? Quanto será que custa um? Mais do que aquela viagem pra ver o Mickey na Disney, uh?

Caraca! Meu, Teu, Seu… Deus, pela própria definição do termo não deveria ser maior do que nós, vós e eles?

Reflito, e percebo, que não tenho um Deus. Mas acredito em Deus.

Tudo bem. Voltei ao tópico caliente. Cada macaco no seu galho. Sei que o monoteísta acredita que Deus é único, e que o politeísta acredita que Deus se revela através de várias faces, a quem chamam de Deuses ou Divindades.

Outro assunto tópico polêmico dentro do mesmo tema.

Deus ou Deusa? Isso importa? Caramba, essa força… essa energia que nos une e nos per-meia, é assexuada e pode ser chamada de qualquer coisa. Deus. Deusa. Jeová. Alá. Midi-clorians. Exagerei?

Em sua eterna sabedoria, Shakespeare já dizia que “Se a rosa tivesse outro nome, ainda as-sim teria o mesmo perfume.” Ou seja, chamar uma rosa por outro nome não altera sua essência.

Então, não deveríamos estar mais preocupados em fazer o bem e agradecer a dádiva da vida, a qual recebemos deste ser maior, através de bons atos e de amor ao próximo do que apontar o dedo e criticar a forma de expressão da fé alheia?

A quem interessa no que eu acredito? Se não a mim e a ele (ou ela) a quem reverencio.
E quanto mais penso a respeito, mais percebo que a essência de Deus é única, não tem ti-me de futebol e não está venda. Ah, e de que pouco de importo qual é seu nome.
Sei que você tá curioso! Mas eu vou te contar um segredo!

Nem precisa medir os midi-clorians… O Yoda já disse que eu não tenho aptidão para ser Jedi. Melhor falar com o Chewie!

Sobre Drika Yar

A autora nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1971. Curiosa e questionadora, sempre buscou formas diferentes de olhar para as coisas a sua volta, talvez, daí tenha surgido o interesse pela área de exatas. Seu gosto pela leitura e, posteriormente, pela escrita aflorou ainda na adolescência em meio sua fascinação por ficção científica, bem como, pelos contos e lendas das Eras Antiga e Medieval.
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