Ué?! Tem que ser homem pra tocar guitarra?

Amo música desde pequena, e há uns dez anos decidi voltar a tocar guitarra, tendo me inscrito numa escola de música, e tudo.

Recentemente, estive na Rua Teodoro Sampaio em São Paulo/SP, para comprar uma guitarra – eu buscava um instrumento que fosse versátil, talvez com dois humbuckers, com timbre gordo/aveludado, e um braço fino para facilitar os solos, pois toco basicamente pop-rock e hard rock.

Porém, ao tentar entrar numa determinada loja, um funcionário me olhou com desdém de cima a baixo (será que é por que sou mulher, gordinha e na faixa dos 40 anos?) e me disse pra ir na loja de frente que vendia usados por que lá eu teria muitas opções de compra.

Minhas feições devem ter deixado claro o choque que levei com as palavras do funcionário da loja.

Caraca! Estamos no século XXI, praticamente em 2020, e ainda rola preconceito contra mulheres guitarristas no Brasil?

Nem preciso dizer o quão ofendida fiquei, e depois de alguns segundos para recuperar a minha compostura, ainda insisti que eu realmente procurava um instrumento de uma determinada marca da qual a loja era representante.

Aí, o funcionário da loja ficou sem ação. Porém, mesmo assim, ele não mostrou as guitarras, nem perguntou se eu gostaria de entrar e testar os equipamentos disponíveis no SHOW-ROOM deles. O mais engraçado é que o mesmo funcionário que não me deu atenção, e me mandou embora pra comprar algo na loja de usados de frente, estava dando atenção a outros dois senhores que já estavam na loja e testavam instrumentos.

Ultrajada pela situação constrangedora, sai da loja mais frustrada ainda por não ter conseguido nem testar (e se tivesse curtido comprar) as guitarras. Alias, acho que depois do que passei naquela loja, nunca irei comprar um instrumentos da marca de lá.

Infelizmente, o preconceito contra mulheres que tocam guitarra ainda não foi superado no Brasil, o que é uma vergonha!

Já imaginou o que teria acontecido se a Orianthi ou a Nita Strauss tivessem entrado na loja, e se, o vendedor não as tendo reconhecido, fizesse com elas a mesma coisa que fizeram comigo???

Não quero nem imaginar!

Fui!

Drika, out!

PS: Parece que não sou a única a passar por situações constrangedoras por tocar guitarra, né, Orianthi?

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Fonte da Imagem: ttp://www.azquotes.com/quote/912597

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Rótulos

Já fui chamada de tudo na vida
Se me esmero no trabalho, perfeccionista
Se converso com os amigos, vadia
Se banco a advogada do diabo, pessimista.

Se conto piada, divertida
Se dou risada, extrovertida
Se fico afastada, introvertida
Quando pergunto se posso ajudar, intrometida.

Se tomo um chope, estou chapada.
Se engordo, estou inchada.
Se emagreço, estou chupada.

Mas, no espelho, ao final do dia,
Vejo uma pirada, divertida e engraçada
Que não liga pra nada!


Rótulos - Drika Yar

Áudio:

 

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Assunção de Função Animal

FotoPoema - Drika Yar - Assunção de Função Animal


Na floresta, cada animal tem sua função!
O Rei é o leão.
Seu senescal é o Gavião.
E, o bobo da corte é o Pavão.

A hiena é esperta,
Ligeira,
Companheira da escuridão,
Invejosa como um cão.

Já o cachorro é o xerife enfezadão
Enquanto o cavalo é trabalhador esforçado
Por todos admirado.

Enquanto isso, o macaco é o fofoqueiro de plantão
Leva e traz as notícias do sertão.
Para ele, tudo é diversão!


Audio:

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Cura, Coração! Cura!

FotoPoema - Drika Yar - Cura Coração Cura

Versão em Áudio:


Cura Coração! Cura!

Drika Yar

Em Arraial d’Ajuda
Todos os amores têm cura
Nem precisa pedir ajuda
De Nossa Senhora da Cura.

Na matriz no alto da colina
Espiava na ponta dos pés a menina
As fitas que no ar serpenteavam
Profissão de fé dos que ali oravam

Cada fita colorida que fica
Pendurada ali na grade altiva
Do lado do vendedor de alguma coisa frita

E no alto da falésia
A galera fantasia
A companhia para a noite vazia.

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Bom dia, Café!

Bom dia Café - Drika Yar

Versão em Áudio:


Bom dia, Café!

Drika Yar

O café nosso de todo dia
Nos acorda com alegria
E traz à monotonia
O sabor de pura magia.

A cada gole tomado
Percebe-se a textura do grão torrado
Delicadamente selecionado
Casualmente adoçado

O pão dourado
Levemente amanteigado
Derrete nos lábios pintados

E neste dia alegremente iniciado
O jornal babado é o agrado
Trazido por meu cão amado.

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Para os amantes de música e quadrinhos!

Quem me conhece sabe que amo música… e quadrinhos!

Apesar de ter tido as primeiras aulas de música aos 12, talvez 13 anos de idade, foram apenas nos últimos 10 anos que voltei a tocar violão/guitarra, fazendo inclusive aula com professor e tudo.

Em minha jornada em busca do meu “eu” na música, descobri não somente identificar os tipos de músicas que curto, desde de gênero a timbre, mas também os modelos de violão e guitarra que melhor se adaptavam a mim e a estes estilos musicais.

Pra minha surpresa, acabei me apaixonando pela Les Paul SG, ou simplesmente SG (Solid Guitar), um modelo de guitarra que foi desenvolvido pela Gibson ainda na década de 60.

Ainda não sabe de que guitarra estou falando? Sabe aquela que tem dois chifrinhos? Aquela uma que parece a guitarra do Batman!

Tá vendo! A parte superior da guitarra, próximo ao braço lembra o símbolo do Batman.

Desde 2007, quando comprei minha primeira SG e esta analogia (SG é a guitarra do Batman) me veio a cabeça, pensei em comprar uma guitarra e modelar o escudo pra imitar o BAT-logo.

Só que eu acho que não fui a única a pensar nisso porque um brazuca foi muito mais além e customizou uma SG toda ao estilo Homem-Morcego.

Saca só!

Curtiu?! Então dá uma olhada do site “Pauleira”! Lá eles mostram como foi a odisséia desta obra-prima de Gotham City, desde a compra da guitarra SG na Teodoro Sampaio em Sampa até a finalização do projeto. Simplesmente demais!

Referência: http://pauleira.com.br/customizacao/batman-sg-custom/#more-6193

Rolou um crush com está SG que vocês não entendem!

Será que ele faz uma destas pra mim?

Amei!

Fui!                    DY - Truss Rod Cover - Gibson


PS: Pra quem ficou curioso onde eu faço aula, e reside na região de São José dos Campos, vale a pela conhecer a galera da RedBill Escola de Música. red-bill

http://www.redbill.com.br/

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Fauna Estranha

Fauna Estranha - Drika Yar

Versão em Áudio:


Fauna Estranha

Drika Yar

Nunca vi a jiripoca piar,
O sábio sabiá,
Ou a suçuarana serpentear
Entre o pau-brasil e o jequitibá.

O bicho-de-sete cabeças se cocar
O espírito-de-porco se alimentar
Vaca driblar
Ou minhoca pensar

Lobo em pele de cordeiro se revelar
O Gato a lebre imitar
Ou mesmo, Boi na linha parar.

Muito menos, cavalo na chuva ficar,
Ou o elefante usar celular
Se bem que, com a macaca, ele pode estar.

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A destruição das Fadas

A destruição das Fadas

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A destruição das Fadas

                                             Drika Yar

Qual a graça de um conto de fadas que não tem fada?
E, como se isso não fosse nada,
Não cabe na mão a quantidade de personagens afanadas
Por contadores de estória de meia pataca.

Porque objetos encantados dançam sobre a mesa da Fera?
Cadê as irmãs egoístas da Bela?
A estória original era tão bela
Justamente por ser tão singela.

E o que dizer de Felipe, o príncipe sem nome,
Que não é santo, pois de beijo tem fome
Mas que tirou a Branca de sua tumba vitrificada?

Volto a perguntar sobre a mesma parada
Cadê as fadas mal faladas
Dos malditos ‘contos de fadas’?

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A Face Sagrada

A Face Sagrada

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A Face Sagrada

Drika Yar

Preocupada,
A mulher não relaxa!
Fica com a língua afiada
E a paciência precisa de graxa.

Cadê a maquiagem, esta coisa sagrada
Que a todos agrada?
Esta beleza
Precisa relaxar na natureza!

Mas a culpa da costela roubada por Eva
Sempre nos leva
À quebrar a promessa da dieta!

Coisas mais simples deviam aproveitar
Se aceitar, se perdoar
Enfim, viver, relaxar.

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Floresta Mágica

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Floresta Mágica

Drika Yar

Magia é mágica
Elétrica
Contagiantemente etérea
Ou seria exotérica?

Na mata calada
Cada elemento tem sua fada
Todas aladas
E pela protetora da floresta abençoadas

Sereias e Nereidas pelas Fadas da Água foram treinadas
As Fadas da Terra entre Gnonos e Duendes disputadas
E as Fadas do Fogo pelas Salamandras atentadas

Ao lado das Fadas do Ar
Elfos e Silfos se movem sob o luar
Sem os pés no chão tocar

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